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Guns n' Roses e a premissa que as coisas não vão melhorar

 

Eu admito, quando jovem fui um fã incondicional de Guns n' roses. Embora sempre tenha gostado de outras bandas como AC/DC (que hoje é a minha favorita) e Iron Maiden, eu também curtia Guns. O que me levou a sofrer alguns bulyngs. Anos 90...

Era uma época em que eu tentava descobrir quem eu era. Hoje em dia eu sei quem sou, embora eu ainda esteja tentando entender algumas nuances da minha personalidade e quem sabe melhorar um pouco como pessoa.

Bom, na época eu era muito deprimido, e isso não mudou muito. O lance é que eu tinha mais esperança. E sempre gostei de November Rain do guns. Nunca traduzi a música, mas lembro da vibe dela. Triste no início, mas ela tem o momento dela de UP. Aquela energia boa lá pela metade. Quando jovem eu pensava que minha vida seria assim... triste no início com um UP. Só que o UP passou... e o que resta agora?

Sempre fui um cara meio carente, triste e melancólico. Sempre tentei agradar os outros, algo que critico na minha mãe, mas repito na minha vida. E tive muitas pessoas que tiraram proveito de mim por isso, ao entender que se elas não me dessem valor eu me esforçaria mais e mais para conseguir.

As mulheres não gostam de coitadinhos, nem hoje nem nos anos 90. Então nem preciso dizer que tive que mudar muito para ter algum valor na época de adolescente. E eu só mudei quando comecei a trabalhar, como mecânico industrial. Eu era muito bom nisso, e era relativamente bem remunerado para um garoto novo no meu bairro.

Isso me deu confiança. E a confiança mostrou que posso ser um merda, pois fico arrogante. Por que infernos não tenho meio termo? Devo ser um narcisista de merda que precisa de constante aprovação para se sentir bem. A dopamina do elogio conquistado.

O lance é que meu UP aconteceu por volta dos 25 anos. Eu era programador de máquinas de usinagem cnc, projetista com solidworks e tinha um ótimo salário. Podia ter migrado para empresas maiores, mas preferi ficar onde eu estava, pois lá eu era o cara. Nas empresas maiores eu teria que brigar por espaço com outros caras bons. É tipo o jogador de futebol que é fabuloso no clube pequeno, mas tem medo de ir para a Europa, ou clubes maiores do país. No meu caso, fiquei porque lá eu me sentia foda. O foda é que o tempo passou e minha faze de alta passou. Fui ficando velho e engessado nas ideias. Perdi minha chance...

Hoje em dia continuo como um professional respeitado. Como me tornei professor, talvez sou ainda mais respeitado na área. Mas sinto que estou estagnado. Se estou assim no trabalho, voltei a ter problemas com confiança. E a bola de neve só aumenta. Cada vez fico mais refém de agradar as pessoas por migalhas que alimentem meu ego.

Para ter uma ideia. Eu escrevi um blog no passado, sobre terror, tentando ser o foda nesse segmento.

Talvez o fato de eu dar aula seja isso... ter atenção em mim e eventualmente receber algum elogio por isso. Como se alunos jovens na casa dos 17 aos 24 anos ligassem para pessoas que passam conhecimento kkkkkk.

Tudo me leva a crer que eu sou obcecado por atenção. Minha esposa que o diga... coitada. Qualquer dia eu afugento ela. Ela toda prática e eu um merdinha narcisista doente por atenção.

É uma merda.

E quem diz que saio desse ciclo.

 

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